História da Festa

RESUMO ISTÓRICO DA F HISTÓRICO DA FESTA JUNINA DO BAIRRO UMUARAMA

(Textos e Pesquisa: Murillo Pires e Maria de Fátima de Almeida Sobreira)

Em 1991, alguns amigos e vizinhos do Bairro Umuarama decidiram se reunir e realizar uma pequena festa junina em uma das ruas do bairro. Montaram uma grande mesa, cada vizinho levou um prato típico das festas juninas caipiras, fizeram um caldeirão de quentão, custom biology papers types of friends classification essay acenderam uma gostosa fogueira, para aquecer e iluminar a noite fria; as crianças corriam de um lado para o outro, brincando de pique-pega e pique-esconde na euforia de uma noite diferente; os jovens e adultos formavam pequenos grupos com muita “prosa”, um violão, algumas canções… Isso continuou acontecendo por uns dois anos, até que … os vizinhos se dispersaram, alguns mudaram, os jovens cresceram e tomaram outros rumos e quase que a festa morreu.

Então… um pequeno grupo de pessoas, inspirado nesta festa de amigos e já empenhado no sonho (quase um projeto), de construção de uma capela no bairro, decidiu dar uma nova vida à festa junina do bairro, dando-lhe um novo sentido: o de conseguir recursos para a construção da igrejinha, que ainda não possuía nem terreno. Reuniram-se estas pessoas juntamente com as crianças e jovens do bairro, que freqüentavam a catequese, e foram em busca de doações, de prendas, de pratos típicos, de pessoas que quisessem trabalhar nas barracas. No dia da festa juntavam-se todos – crianças, jovens e adultos – e trabalhavam o dia inteiro, montando barracas, limpando mesas, enfeitando a rua com bandeirolas e flores. E assim, a festa foi crescendo, as barraquinhas aumentando, as comidas típicas cada vez mais gostosas e bem feitas, o churrasquinho delicioso e bem preparado, o quentão, o vinho quente, a quadrilha, a “cadeia”, o “correio elegante”, a pescaria, a música ao vivo animando as noites frias de junho. Cresceu tanto que precisava de mais espaço: a rua não era mais suficiente e um só dia em junho também era pouco. Todos queriam mais! Uma quadra vazia que pertencia a Universidade passou a ser o espaço da festa e dois ou três finais de semana de junho eram ansiosamente esperados pelos moradores do Bairro Umuarama todos os anos.

A partir do ano 2001, quando terminou a construção da igreja, a festa passou a ser realizada no espaço em frente à igreja, que era destinado a uma praça que ainda não havia sido construída. Em 2004, com a criação da entidade Casa Assistencial São Francisco de Assis, intitulada Casa da Misericórdia, obra social criada pela comunidade católica do Bairro Umuarama, a renda da festa passou a ser destinada à Casa da Misericórdia para a consecução de sua missão que é acolher os pacientes do Hospital do Câncer e seus acompanhantes, que moram em outras cidades e não dispõem de recursos para o tratamento.

Confira, abaixo, essay topics for to kill a mockingbird algumas fotos que contam um pouco da história da Festa Junina do Umuarama. E mais abaixo, veja detalhes que marcaram a história da nossa festa, ano a ano.

  • 1993 – 1996

Estas foram as primeiras peças publicitárias feitas na Festa Junina do Umuarama há mais de 10 anos atrás. São convites desenhados a mão,“xerocopiados” e coloridos por pessoas do bairro. Participavam nesta ocasião pouco mais de 200-300 pessoas em cada ano.
As propagandas eram feitas por folhetos e boca a boca.

  • 1997

Este foi o primeiro cartaz produzido e o primeiro patrocinador da festa. A Coca-Cola doou alguns cartazes para a festa em troca de venda de bebidas e anúncio no cartaz.
As propagandas eram boca a boca, cartazes e carro de som.
Esta foi a primeira vez que a festa foi feita fora das ruas, especificamente em uma quadra no bairro.
Eram disponibilizadas poucas mesas sem cobertura nenhuma. As barracas eram feitas de bambu e pedaços de madeira e lona. A partir daí, o prestígio e quantidade de público não parou de crescer. Estima-se que nesta festa passaram mais de 1000 pessoas.
Nesse ano choveu em um dos finais de semana, o que levou a organização a realizar um almoço no dia seguinte para cobrir prejuízos. A partir desse ano todas as festas tiveram toldos de circo para evitar imprevistos com o tempo, diluindo assim os riscos.

  • 1998

O ano de 1998 foi marcado pelo início do profissionalismo da festa. Iniciou-se a busca por patrocinadores para o som ao vivo e cartazes, por exemplo. Anteriormente a doação era apenas informal, basicamente, de materiais para fazer as comidas típicas.
As propagandas continuavam boca a boca, cartazes e carro de som.

  • 1999

Com a filosofia de marketing já mais presente na organização, começou-se a vender espaços de propaganda, como em cartazes e faixas.
Tudo isso possibilitou que festa pudesse investir em estrutura, o que permitiu que fossem recebidas mais de 3.000 pessoas.
Este foi o ano em que a comissão organizadora optou por mais dias de festa. Foram 4 finais de semana (Totalizando 9 dias). Essa experiência não se repetiu devido ao enorme trabalho e cansaço dos voluntários.

  • 2000

Vendo o enorme resultado que trazia a venda de espaços, foi focada mais a busca por novos patrocínios: Além do tradicional cartaz e faixas, foi criada uma nova forma de patrocínio, até então, inédita na cidade: Bingo das empresas (As cartelas que eram com números passaram a ter nomes de empresas com telefone).Para participar do jogo a empresa tinha que comprar espaço na cartela. Patrocínios em fichas de caixa também começaram a ser comercializados.
As barracas começaram a ter um melhor visual, e as tendas trouxeram maior comodidade ao público. Todo este investimento em estrutura possibilitou que a Festa Junina do Umuarama multiplicasse exponencialmente seus visitantes. A essa altura, a festa já recebia mais de 8.000 visitantes.

  • 2001

A Festa Junina teve que mudar de local devido construção do Hemocentro na quadra onde ocorria o evento. Foi preocupante para a organização, uma vez que o público já se acostumara ao local anterior, e não se sabia qual seria a reação diante da mudança. Assim, o novo local foi ressaltado na comunicação.
Foi um sucesso. O número de patrocinadores aumentava, como também a estrutura e arrecadação. Parte disso deve-se ao apoio da TV Integração, que, a partir daí, começou a anunciar a festa, na televisão, como forma de apoio cultural.
No entanto, surgiu uma preocupação: Por ser um local aberto e com o crescente aumento de público, poderia haver mais confusão. Contratou-se seguranças, além do policiamento.
Sucesso também foi o site feito exclusivamente para a festa, em que eram colocadas fotos tiradas dos visitantes, história da festa, recadinhos, curiosidades, etc.

  • 2002

Os 10 anos da festa foram enfatizados nas peças de comunicação (Cartazes e panfletos). A TV Integração começou neste ano a intensificar seu apoio com as inserções na TV. A partir deste ano procurou-se posicionar a Festa Junina do Umuarama como a maior de Uberlândia e região.
Devido ao grande número de empresas patrocinadoras foram ampliadas as formas de patrocínio. Foi criado um cardápio, em que eram colocados preços de tudo que era vendido na festa.
Nesse ano foi criado um site, hospedado no portal Megaminas, porém devido a falta de atualização de fotos, este não obteve sucesso.
Esse foi o ultimo ano em que o espaço onde ocorria a festa foi aberto, batendo recorde de público até então.

  • 2003

Foram enfatizados na comunicação da festa os benefícios a mais que seriam dados ao público. Com o tema “Este ano é mais”, a festa ressaltou o processo de agregação de valor. A festa levou duas bandas de maior gabarito, que já possuíam CDs gravados; apresentações culturais; maior variedade de comidas típicas e fechamento do espaço, o que possibilitou maior segurança a todos. Foi cobrado R$ 1,00 de entrada, valor este que é praticamente simbólico para o público, mas para a festa representou um grande salto na arrecadação.
O sucesso do fechamento foi enorme. As pessoas não viram este novo formato como algo mais oneroso para eles, mas sim um acréscimo de benefícios, tanto na organização como na segurança.
Foram revistos os valores dos espaços publicitários vendidos na festa, sendo estes, neste momento, mais altos, haja vista que a estrutura também ficou mais onerosa – Locações de portões para cercamento, mais mesas, cantores mais caros, etc.

  • 2004

A Festa Junina 2004 continuou reforçando seu posicionamento como a maior festa junina da região, tanto em público, estrutura e tradição, como mostra a comunicação feita para este ano – “Vai começar a festa junina mais tradicional da região”. Apesar de já haver uma integração de toda a comunicação da festa, (cartazes, panfletos, cardápio, fichas de caixa) este foi o primeiro ano em que a comunicação da TV foi correspondente ao do cartaz. O profissionalismo se acentua ano após ano. A organização da festa tem a preocupação de sempre estar inovando e trazendo novidades.

  • 2005

Este foi o ano em que se deu início à integração da comunicação e expansão da marca da Festa Junina do Umuarama.
Para isso foi criado um mascote ( Galo – figura típica caipira ) para ser usado em todas as festas.
Este galo fez parte de toda comunicação no evento: Foi criada uma moeda própria, um painel de entrada, cartazes, panfletos, cardápios, bonés, site e painéis para tirar fotos. Toda a comunicação foi fundamentada em figuras cômicas de charges, feitas pela equipe “Charges.com” do cartunista Maurício Ricardo.

  • 2006

Foi um ano muito importante, com a criação do Celeiro Cultural, como espaço destinado a apresentações musicais, apresentações de danças típicas e de contadores de “causos”; Como novidade, ainda, foram colocados telões em diversos locais da praça, com os trabalhos de filmagem durante a Festa; houve, também, a ampliação dos diversos espaços, com o aumento do cercado da praça; finalmente, a partir de 2006, todos os cantores, instrumentistas ou grupos musicais que se apresentaram na festa passaram a fazer a doação de seus cachês.

  • 2007

Comemoração de 15 anos de realização da tradicional “Festa Junina do Umuarama”. Como novidade, trouxe a sinalização interna da Festa com banners e cartazes direcionando os visitantes para os locais indicados e melhoria de toda a estrutura das barracas de alimentos. Novidades também no cardápio, sendo introduzidos novas barracas de alimentos que fizeram muito sucesso. Todos os cachês das apresentações artísticas foram doados.
(Fotos 2007)

  • 2008

Em 2008, houve uma sensível melhoria nas condições de infraestrutura, com a construção de um novo palco na praça, pela Prefeitura Municipal de Uberlândia, de forma a ampliar o espaço físico para as bandas e proporcionar maior visibilidade ao público. Foi também alterada a tenda central, com a instalação de tendas mais altas e amplas, de maneira que se obteve mais espaço para dança e colocação de mesas. A tenda que nos anos anteriores era utilizada na área central foi transferida para o Celeiro Cultural, triplicando o seu espaço físico, oferecendo melhores condições para as diversas apresentações culturais e conforto para os espectadores. Com relação às barracas de alimentos, houve também ampliação e melhorias na circulação interna.
Juntamente com a melhoria da infraestrutura, observou-se também uma preocupação em garantir a qualidade em todas as áreas, tais como: o som, as comidas típicas, a segurança e as apresentações artísticas.

  • 2009

Com tantas melhorias implementadas em 2008, em relação à infraestrutura, no ano de 2009 a comissão organizadora se preocupou principalmente, em melhorar a qualidade do atendimento aos participantes da festa, com especial atenção à segurança, à limpeza e ao trabalho das equipes.
2010

  • 2010

Foi construída uma nova estrutura (metálica) para o palco. Anexo ao palco foi construído um camarim e banheiro, propiciando maior conforto para os artistas.
Foi também construída uma nova cozinha, junto à Casa da Misericórdia, mais espaçosa e com boa estrutura para o desenvolvimento do trabalho na área da alimentação. Em todos os setores (estrutura, alimentação, diversão) buscou-se aprimorar a qualidade da festa, de modo que os participantes se sentissem bem, em um ambiente sadio, limpo, agradável e seguro, com comida da melhor qualidade e excelentes apresentações artísticas.